quinta-feira, 27 de junho de 2013

domingo, 19 de maio de 2013

Começo do fim



A caminho dos derradeiros dias. Que sejam memoráveis. Que doam o menos possível e que o que ficar não seja amargo.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Maldição



Amaldiçoados são os brilhantes. Cérebros que vão além são centros de tortura que se espalha como dardos pelo corpo todo. Quem conhece sofre. Quem busca encontra e lamenta. Poetas malditos, artistas que cortam as orelhas, os pulsos, põem para dentro de si o veneno que esperam que alivie ou preencha as fendas, os precipícios, os buracos negros de quem sabe. A inteligência corre no sangue transportando dor, angústia, desespero. Para que saber mais? Para que pensar mais? Para que questionar o inquestionável, por que pegar a mala e sair para o mundo? Ver o que? Ler o que? Pôr o que dentro de nós, por que não aceitar que o que é, é, e não poderia ser, talvez fosse, deveria ser, precisa ser, um dia pode vir a ser. Os que nascem sob o signo do horizonte largo recebem a maldição de nunca ter sossego, vampiros, demônios, lobisomens, metáforas dos que não conseguem dominar nem fugir do que têm dentro de si. Os que são postos na fogueira, pregados na cruz, apedrejados em praça pública, submetidos à tortura, têm a reputação arruinada, são postos nos manicômios, à margem, os eremitas. Condenados a procurar, buscar, a saga do querer saber mais, se apropriar da História, da vida, do mundo. Anjos caídos.

Abençoadas as ovelhas. Os básicos, os que não lêem, não perseguem o complicado, os que assistem novela e dançam freneticamente músicas sem sentido, os que não buscam nada além das 24 horas do dia. Os que simplesmente são, assim, intransitivamente são. Não há perguntas, e as respostas entram e saem em fluxo dinâmico, pouco se retém, o suficiente. As refeições do dia. O dia de trabalho que finda no horário marcado. O trabalho como meio de sustento não de crescimento. Crescer para onde? Para que? Por que? Nascer, Reproduzir, Morrer. Existem, não duvidam da existência. A vida cabe em uma sacolinha pequena, não há bagagem pesada para arrastar pelas ruas amarguradas de quem carrega malas e malas de conhecimento acumulado. Comer é para ficar vivo, as alegrias simples são as mais genuínas, o sofrimento imenso às vezes não é nem compreendido, passa, não arranca pedaços. Amanhã é outro dia. Ou não, tanto faz. Donos do céu.

Vou arrastando minhas malas sem esperança de simplesmente observar a paisagem, é assim para quem entra nesse caminho sem volta.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

É chegada a hora



O momento não poderia ser mais difícil.

Mas eu tenho mãe, pai, amigas-irmãs, amigo-irmãos, família, um ombro que nunca me falta, e mil motivos para acordar amanhã.

E de bônus, o Universo veio e resolveu, assim do nada, um dilema que me consumia. O alívio chega a ser físico.

O momento não poderia ser mais oportuno. Para tantas coisas.

Vou ali transmutar em  alguma coisa que ainda não sei o que é, sou obra em andamento. Só que agora andando para o lado certo.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Decisus est



Eu não tenho a menor pretensão de desvendar os mecanismos operacionais do Universo. Passei a vida até agora saltando de teoria em teoria, compilei minhas favoritas, minha fome de saber mais é infinita, ainda tem muito pra ser descoberto.

Mas a uma altura dessas já consegui chegar a algumas conclusões extremamente úteis, não fosse minha imaturidade anterior já teria percebido há mais tempo, mas aaahhhh nada como ficar velha.

De um tempo pra cá comecei a perceber que tudo, tudo que se pede vem. O problema é que não sabemos pedir, ou pedimos sem nem perceber o que estamos pedindo, as palavras são poderosas e nós as subestimamos. O pensamento, então, é uma bomba atômica. Recebi coisas que havia pedido há anos-luz atrás, e outras na semana passada.

Uma coisa que sempre me deixou dúvida foi - livre arbítrio ou destino? Sempre pendi para o livre arbítrio, porque é fácil sentir que fazemos o que queremos e como queremos. É fato, porém, em alguns momentos, fica tão, mas tão difícil saber o que queremos, não vou nem mencionar racionalização do que é o melhor. Os desejos têm vida própria, nós queremos e pronto, não importa se é o melhor, isso o tempo dirá, e ao longo dele, podemos mudar tudo.

Sou péssima para tomar decisões. Primeiro penso um milhão de vezes, racionalmente faço o caminho de pesar os prós e os contras, o que nunca funciona, porque no final é sempre a emoção que prevalece. Mas no último ano me superei, venho arrastando uma decisão capital que simplesmente não consigo tomar. Mesmo porque tudo que pedi veio. Eu peguei, soltei, voltei a pegar, estou segurando com uma mão só, não sei pra que lado corro.

Então me rendi e entrei no barco sem condutor. Pedi à vida que decidisse por mim. Novamente o universo obedece aos nossos desejos. A decisão se tomou sozinha, acho que posso finalmente, depois de fazer a faxina do que sobrou, relaxar e partir para o próximo dilema.

domingo, 14 de abril de 2013

As duvidas de conciliacao ou preciso de um marca-passo cerebral

Este post sai de um computador cujas teclas nao me respondem como eu quero. Parece a historia da minha vida. Escrever em um teclado onde nao consigo acentuar e pontuar e o mesmo que tentar amar alguem que nao fala a minha lingua. No entanto, sempre pensei que se amava com o coracao, mas nos ultimos tempos depois de muito suor, sangue, lagrimas e arrastar de correntes, comecei a chegar a algumas conclusoes inusitadas sobre essa coisa toda que toma minha vida e, que nunca vou conseguir dominar e controlar como gosto de fazer com o resto todo.

Primeiro, apesar de todas as mulheres serem independentes, maravilhosas, poderosas e auto-suficientes, acene com um príncipe encantado para elas e vera o que acontece. Eu sempre fui anti-tudo, a vidinha de princesa nunca havia me chamado a atencao, ate o principe vir galopando (na verdade foi de aviao mesmo). Dai que todo blablabla de durona sucumbe bem rapido as tentacoes principescas, ao Moco Bom, aos castelos e galgos nas charnecas.

Para quem ja ha algum tempo convivia com um anti-principe - nao vou dizer ogro porque a historia do ogro e da princesa tambem acaba no cliche, ou seja, nao me convenceu - um sudito real viria a calhar e por um bom tempo os unicornios cor-de-rosa passearam pela minha mente que eu insistia em anestesiar para nao ver que o principe de tao ocupado em ser perfeito nao lia livros que nao fossem tecnicos. Mas quem precisa disso quando se tem "a ticket to ride" pra qualquer lugar e juras de amor ao luar em lugares com milhares de anos de historia (ínterrogacao).

So que dai a princesa pensa muito e toda sua ruina vem dai, uma vez dentro do caminho do pensar sair dele nao e uma opcao. Ela poderia ter sido prendada, continuar na vida onde se seguia o script das boas mocas. Mas naaaaaaaaaaao..... Ela resolve que nao quer mais a monotonia e se joga no mundo.

Se jogar no mundo e uma decisao com muitas implicacoes, mas de novo, uma vez jogada, pular de volta pro quadradinho fica impossivel, a uma altura dessas o quadradinho desformatou.

Dai que escolher entre o principe e o anti-principe devia ser facil, mesmo porque o anti-principe era bem meia-boca em alguns aspectos , por isso mesmo nunca chegaria a principe. Ocorre que os anti-principes em alguns casos sao apenas regular people, sem pretensao nenhuma a realeza mesmo, Alias ainda bem, porque se pretensoes houvessem seriam todas frustradas.

Mas as mocas de hoje (as boas e as nao tao boas) ja cansaram um pouco de piscar os olhinhos e vestirem vestidos estilo bolo. E princesas que acabaram virando rainhas e decapitaram, ceifaram vidas e conquistaram terras tambem nao tem lugar hoje em dia - que terras mais temos pra conquistar (interrogacao)  - e ja restaram poucos mocos bons vamos correr o risco de passar a foice na cabeca deles para que (interrogacao).

Os anti-principes em geral dao trabalho para lacar e manter. So que quando determinadas mulheres determinam uma determinada coisa, a coisa acontece. Dai elas nao querem mais. Ou querem. Ou querem a vida principesca. Ou querem alternar entre uma e outra, o que nao e possivel a menos que se tenha um clone. Ou querem ora uma coisa, ora outra, o que tambem nao e possivel, porque por mais que se diga que nao, os mocos querem casar.

O maximo que ouvi nos ultimos dias foi - se nao for pra ter futuro nao vai nem me ver. E do outro lado, se nao for voce, nao vai ser mais ninguem.

Ora bolas. Eles se rebelaram. E agora, queimadoras de sutia (interrogacao) O que a gente faz (interrogacao)

terça-feira, 19 de março de 2013

Qualquer maneira...


O amor tem infinitas formas. Tenho pulado de amores diferentes para diferentes formas de amar e enxergar como se é amado. Todos meus amores são complicados. Minha cria que saiu de dentro de mim não poderia ser mais igual, ela luta para ser diferente, mas seus amores já demonstraram a que vieram. E nosso amor é tempestuoso. Estou à beira de perder uma pessoa da família que me é muito cara. O meu preferido, aquele que deixou lembranças boas de infância, aquele cujo abraço eu ainda gosto de receber e quando vejo sinto o sorriso aflorar. Se ele se for, esse amor vai pra onde?

E tenho meu amor complicado que vem,que vai, e quando acho que vai ficar sou eu que me vou. E então quero voltar. E os amores que me dedicam, esses me emocionam e queria que tivesse um botão pra corresponder amor, seria tão menos caótico o mundo.

E os amigos, esses tesouros que consegui conservar ao longo do tempo, acumular, acrescentar, regar e reproduzir todos os dias. E pai, e mãe. E amor a mim mesma, esse o mais difícil de conquistar.

Todos os amores são complexos. E eu sou privilegiada de amar tanto.