segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Três.



Tomar posse de si mesmo. Seja lá por que meios. Rompendo quais tabus. Superando quais obstáculos. Quanto mais me aposso de mim mesma mais a vida se revela válida, justificada e mais dela me aproprio. Todo caminho é válido, especialmente se não tiver sido trilhado antes. Cheers.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Tem mesmo "It had to be you"?


Há muito tempo ela não se aventurava mais por aquelas paragens. Era como entrar em um mundo paralelo onde de repente era agora, e só agora, não tinha ontem, amanhã ou o dia cheio de tarefas e as questões existenciais, só tinha mesmo agora.

Por motivos que não se sabe e nem nunca se saberá algo, alguém, o destino ou o acaso a atraiu de novo para o mesmo lugar, quem diria, depois de tanto tempo.

A casa semi-vazia, de mudanças, mas cheia de mágoas, tristezas e amargura, que não pertenciam a ela, mas a comoviam como se.

Ele cheio de músculos mas com cara de gatinho abandonado, primeiro a alegria genuína de rever, depois a familiaridade, depois o desabafo e a falta, a ausência total de perspectiva, o terror, a lágrima de pura solidariedade inútil, o desespero frente ao mundo, como é bom poder falar.

Mas então a casa que já teve tantas outras coisas de repente volta a ser o que foi da primeira vez, as velas se acendem, as luzes se apagam, o copo traz surpresas que só se encontram ali, o jazz enche o ar, as palavras rareiam.

E por puro agora, por puro sentimento puro, uma ligação tão forte que se continuasse explodiria a si mesma, silêncio e sussurro, quem diria, ainda pode ser melhor do que já foi um dia.

Ele assume o papel de gato que ronrona, tão só no mundo, tão desamparado, no meio daquela casa enorme, cheia de pedaços de si mesmo, ela estende a mão e só o toque muda tudo para o somente agora, somente agora, a luz das velas, o cheiro de maçã verde no prosecco, somente agora, a música - It had to be you. Somente agora. Não há injustiça, não há fim do mundo, não há mágoa, rancor, arrependimento, não há mundo lá fora, só a brisa que entra pela janela e abraça o abraço do somente agora.

Esse é o lugar onde acontece o milagre do somente agora. Ela foge, sob protestos, mas com a premência de quem ainda precisa descobrir se "o que é pra ser" será ou não. E a resposta não está no lugar onde só tem agora.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O meio da noite - ou - não tente fazer isso em casa


Como se já fosse fácil à luz do dia, acorda-se ainda no meio da madrugada. Tudo na calada da noite tem proporções deformadas, é a hora de entrar na twilight zone, a hora dos monstros saírem do sótão, a hora das mensagens, telefonemas e posts errados. Mas é a hora poderosa em que tudo tem vida própria, não queremos, sabemos que não deveríamos, mas fazemos. Ou as coisas se fazem sozinhas, é o que parece. É quando nossa sombra mais se sente à vontade para sair, afinal, está escuro, ela nem está lá, para todos os efeitos.

As coisas findas agonizam para encerrar de vez, e o processo de assassinato lento por vezes dói mais no assassino que na vítima. É nessas horas vazias que nos ocorrem as obviedades ridículas, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa; tudo passa; amanhã é outro dia (não podia ser o mesmo anyway); foi feito o que tinha que ser feito e a melhor: as coisas são o que são.

Rolar no travesseiro com esse monte de besteira na cabeça não pode ser saudável, então a tecnologia facilita para que fique pior - por que não um sms ou um e-mail no meio da noite? por que não engolir fogo? que tal enfiar uns palitos embaixo das unhas? E a pobre mente racional se debate, grita, reclama, e por fim põe a mão na cara e diz fuck, porque não adianta mesmo, já foi, o enter já foi apertado.

Eu vou me-auto-consolando-a-mim-mesma (licença poética das 3 da madrugada com olhos esbugalhados) me dizendo que isso é assim mesmo, e vou ignorando o silencioso brado que pode - como não - estar insinuando arrependimento. Mas como sou espetacular e bem-resolvida nem dou bola. Volto ao travesseiro e choro, só um pouco, mas muito amargo, esperando que à luz do dia tudo isso não passe de um amontoado de besteira, quem sabe nem aconteceu.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Caminhos



Tanta coisa poderia ter sido. De repente no meio da manhã me assalta o "e se". E vejo atrás de mim um labirinto de caminhos não percorridos. Aqueles que comecei a percorrer e mudei de rumo, os que têm minhas pegadas à beira sem coragem de mexer o primeiro pé, aqueles que fatalmente deram no abismo, com o salto calculado e os prejuízos contabilizados. E o eterno labirinto, de onde parece que consegui finalmente sair, matando, esfacelando, cortando a sangue frio e sem piedade as pontes e selando a entrada com sangue e lágrimas, mágoas, arrependimentos e dores.

Eu estive em latitudes e longitudes que poderiam ter sido outras, outros climas, outras paisagens, outros objetivos. Mas não foram. Naquele momento foram minhas escolhas, nunca se sabe se as fazemos conscientemente ou se alguma mão nos guia ou nos tira do caminho, essa mão retórica que é a nossa mesmo, a que se insinua de dentro do sótão onde guardamos nossos fantasmas.

Se eu tivesse feito isso, aquilo não teria sido aquilo, mas sim aquilo outro, e hoje eu poderia estar assim ou assado, em tal ou tal lugar, com ou sem vários vocês. Mas não foi, as coisas são o que são, foram paridas de acordo com o que eu gerei, nutri e gestei, e agora aqui está o resultado, que não para nunca de ser parido.

O caminho em que escolhi ficar tem sido árduo, cheio de pedregulhos, acabei de voltar a ele depois de uma longa caminhada pulando entre ele e outro, uma canseira sem fim que só podia terminar em um deles dando no abismo. Mas este que permaneceu não é menos espinhoso, de tanto ser pisado e repisado e pulado em cima ficou árido, ressentido, tem flores pisoteadas atrás de mim, as que vêm parecem ter medo de florescer. Já choveu torrencialmente, chuva vinda dos meus olhos, já teve sol, hoje a estrada parece se abrir em infinitas estradinhas partes do mesmo caminho que enfim escolhi. Só me resta ir arriscando para ver aonde vão dar. De qualquer maneira, não sei qual é a certa, porque não sei bem aonde quero chegar, talvez todas levem ao mesmo lugar.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Que surpresa...



Eu andei foragida daqui, o que equivale a dizer que andei em círculos fugindo de tomar alguma decisão. Ao ler a última postagem, e lá se vai mais de um mês, não me surpreendi nada com o assunto, mas muito com a minha ingenuidade. Nesse meio tempo fiz uma viagem cheia de riquezas adquiridas para contar, falar sobre, discorrer, debater comigo mesma e aprender. Mas evitei até o ponto onde agora não faz mais sentido. Passou. Mas não devia. Quando li no post abaixo "definitivas"quase morri de rir se não tivesse me corrigido a tempo lá mesmo.

Não há: definitivo, nunca, para sempre, garantias. E quem quer sossegar é porque morreu. Pode ainda respirar, mas morreu.

Coisas acontecem supostamente para que os um pouco espertos aprendam a lição. Descobri que atingi minha meta de ser um pouco mais burra, mas errei na medida e estou a um passo de cometer uma burrada pela segunda vez - a mesma. Ou estava.

Eu já disse mil vezes que agradeço todos os dias pelas pessoas com quem compartilho a vida. Tenho a sorte de que 90 por cento são aquelas que me acrescentam todo dia alguma coisa, e os outros dez são aqueles que todos precisamos para ensinar aquilo que teimamos em não aprender. E todos me ajudam a não cometer atrocidades.

Há anos eu venho sendo teimosa, não sei mais a quem eu quero provar alguma coisa e acabei esquecendo de verificar ao longo do caminho se ainda fazia sentido. Já tive a fase de me achar a última alma da terra, a mais ignóbil e desprezada, depois surgiram todas as pessoas importantes que passaram e que ficaram, ou que passaram e passaram mesmo, mas deixaram sua marca, sua lição. Uma em especial dura já mais tempo do que deveria, o prazo de validade venceu, deu defeito inúmeras vezes - sempre o mesmo - e a peça original já não está mais disponível, ou seja, não tem conserto. Cheira a estragado, tem aparência de passado, gosto rançoso, e aquela sensação - sabe aquela? Então. Essa mesma.

A gente se apaixona ao longo da vida. Mas segundo minha consultora de assuntos biológicos, paixão tem duração máxima de dois anos, senão a gente explodiria, o corpo não acompanha. Daí pra frente, evolui, involui ou simplesmente desintegra. A minha passou do prazo e eu não me dei conta.

Então um dia você olha pro lado e pensa - mas o que é que eu estou fazendo aqui? O que eu estou pensando que vou fazer com a minha vida? Em que momento eu deixei o controle na mão de outra pessoa? Por que eu estou simplesmente indo por aqui se tem tanto caminho mais florido disponível???

E daí eu me decepciono, porque é sempre assim. Todo mundo fala de amor verdadeiro, para sempre, ou aquele mais ou menos mas aceitável, ou aquele mais creme de la creme que é o que podia ter sido mas não foi e ficou no passado mas pode saltar da caixa de Pandora a qualquer momento. Me sinto lesada. Não tenho nenhum desses. Não voltaria pra trás de nenhum. E menos ainda quero ir pra frente.

Então WTF estou fazendo???

A gente se acostuma com presenças e se acomoda a situações. Cria desculpas e justificativas dizendo o que queremos sem ter a menor noção do que estamos falando. Vamos emendando um dia no outro, remendando o que não tem conserto, fingindo não ver o que é gritante, achando graça na ausência total de qualquer motivo risível. Deixar de amar é uma tragédia. Continuar na inércia é o apocalipse.

A burrice tem limites.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Nostalgia



Eu não sangro mais. Mas é por opção. Meus hormônios ainda têm níveis que poderiam me causar surpresas se eu deixasse. No entanto, tenho todos os sintomas de quem sangra. Eu menstruo em branco, mas em ciclos sou lembrada da condição feminina. E cada ciclo me surpreende de um jeito, Já cheguei a ter zero de testosterona, e meus médicos estupefatos com a minha ausência de sintomas. Este ciclo atual me jogou na cara a nostalgia, E então eu choro pelo que não foi,

Eu tomei decisões importantes nos últimos tempos, e elas são definitivas até onde o conceito de "definitivo" se aplica. Em geral são os cheiros que despertam nossas lembranças mas meu gatilho hoje foi um som, que me lembrou de outros tempos, não muito distantes, em que eu estava tentando saber o que queria antes de querer alguma coisa.

E foi só isso mesmo - nostalgia, o momento passou pela janela uma, duas, várias vezes, e por mais que eu tentasse voltar ao trabalho, as lágrimas já tinham começado a jorrar (hormônios em polvorosa = lágrimas). E não foi nada não, nenhum fator alterador de decisões, nenhum sinal dos céus ou dos infernos, nada a lamentar, apenas a nostalgia do momento passado. E a emoção de viver novamente.

O melhor de tudo foi poder compartilhar o momento. E lá do outro lado do mundo onde faz frio e onde está escuro e solitário, uma outra alma sorriu ao mesmo tempo ao lembrar do mesmo exato ponto no tempo passado. E não doeu para ninguém, não mudou a taxa do dólar nem decisão nenhuma, não contribuiu para o aquecimento global e nem trouxe a paz ao mundo. Foi só um momento compartilhado. E foi, como disse a outra parte, "sweet".

Decididamente as mulheres são seres hormonais que pensam e registram coisas que deveriam ficar no limbo. Mas é cor de rosa choque, não provoque não.

A outra música, a que está aí em cima, não foi o trigger da nostalgia, mas não poderia ser mais perfeita para a ocasião.

domingo, 6 de outubro de 2013

Democracia


Eu sempre fui "se hay govierno yo soy contra", mas passo longe do Che, e há controvérsias se foi ele que disse ou não. O que absolutamente não é relevante, porque na minha opinião ele não passou de bandido endeusado, assim como todo o cangaço e tantos outros que viraram heróis apesar de tudo que fizeram. Já deu pra sentir que soy contra mesmo, e agora, alguns dias depois de acrescentar um ano à minha coleção, finalmente elaborei minha versão de democracia.

O mundo está caindo, o país desmoronando, a corrupção campeia, mata-se e morre-se, rouba-se, etc, etc. Onde está a novidade? Desde que o mundo é mundo tudo acontece exatamente como hoje, obviamente cada época teve seus requintes de crueldade, seus níveis mais ou menos elevados de cara de pau, mas por que se supervaloriza tudo o que acontece de péssimo? Por que só má notícia tem audiência? O circo da mídia hoje conta com tanta modernidade que até eu que faço questão absoluta de permanecer alheia, alienada mesmo, fico sabendo do que não quero, tamanho o bombardeio. Não quero mesmo saber, porque hoje é um partido que é corrupto, ontem foi outro, o que era oposição repete com mais bandalheira exatamente o que criticava no anterior, e se mudar de novo, vai acontecer tudo outra vez.

O povo "foi para a rua". Rá. "Não é pelos 20 centavos"virou - nós vamos pagar a conta no IPTU. "Queremos educação". Agora que os professores estão protestando as pessoas estão ocupadas fazendo outras coisas - os jovens, os tão animados revolucionários de condomínio, estão mais é aproveitando a greve para fazer qualquer outra coisa. Os bancos e o correio em greve. Atrapalha quem? Nós os imbecis que pagamos impostos. O povo fecha a rua para manifestar e depredar. Atrapalha quem? Quem quer trabalhar ou resolver assuntos que podem ou não ser urgentes na rua que está impedida por quem não tem algo muito relevante pra fazer. Ideal? Pffffffff. Eu adoraria ver o ideal se essas pessoas fossem alçadas ao poder hoje. Se oferecessem a elas um cargo com excelente salário e benefícios, vitalício, para ir fingir que trabalham uma vez por semana. O ideal todo vai por água abaixo imediatamente.

Estou acrescentando anos à minha vida, e algumas batalhas já notei que não valem a pena serem lutadas, em todas as áreas da vida. Eu sempre fiquei quieta ouvindo os defensores das manifestações no calor do momento de ufanismo. Quando falei - isso não vai dar em nada, choveram pedras. Não é preciso ser vidente nem dono da verdade pra saber que não ia dar em nada. O povo esperneia, depois recebe uma cesta básica e põe de novo o mesmo governante no poder. Ou outro, não importa. Vai dar no mesmo. Eu resisto à tentação do "eu não disse" porque é gastar vela com mau defunto. Quem fica no facebook de longe "apoiando" as manifestações e dizendo "fulano não me representa" vai jogar pedras virtuais e achar que fez sua parte. Eu não fiz parte nenhuma porque não me cabe, eu já pago impostos para isso, e honestamente prefiro ler um livro a dar murro em ponta de faca.

Desde priscas eras em que eu fazia faculdade era do contra. Mas não de propósito, pra ser do contra. Era porque eu era mesmo, me dava preguiça o discurso de aluno de Humanas da USP. Já se passaram 25 anos desde que eu me formei. Só mudaram os nomes.

Eu votei no Collor, eu acho que os motivos para o impeachment dele, comparados ao que acontece hoje debaixo dos nossos narizes e ao que somos obrigados a engolir com conivência da justiça, foram brincadeira. Eu assino a revista Veja e leio o Estadão, ambos espinafrados pelos defensores da verdade e dos bons costumes e que não são enganados. Só não assisto a Rede Globo porque não tem nada na TV aberta que me interesse, e não porque ela faz parte da conspiração para desinformar. Amo o Lobão, que recebeu pedradas porquê mesmo? Ah, sim, alguém leu o que ele escreveu sobre o PT nos livros dele? Alguém está preocupado com o que ele faz bem, que é música? FHC é meu ídolo. Ele não é semianalfabeto, e eu achei que para ser presidente da República precisaria pelo menos saber falar o idioma local. Gosto do Diogo Maynard. Ah, é - Veja, críticas ao PT. Alguém sabe que ele tem um filho deficiente e como lida com isso? Mas a democracia parece ser válida somente quando ela defende nossos interesses.

Aliás era aí que eu queria chegar. Nunca falei tanto de assuntos "relevantes"porque "I couldn`t care less", mas a democracia para mim agora no alto dos meus recém completados 4.7, significa que falo o que quero, independentemente de quem vai gostar ou não. Eu já era assim, mas antes tinha medo de perder amigos queridos. Então fico quieta a respeito de determinados assuntos para não arriscar perder pessoas tão queridas. Por exemplo, adoro gatos e não tenho nada contra cachorros (prefiro os gatos por serem mais metidos a besta). No entanto, humanos dão à luz humanos. E animais parem animais. Há alguns casos onde eu encaixaria a música que vai entregar minha idade - "troque seu cachorro por uma crianá pobre" do nunca-mais-ouvi-falar-dele Eduardo Dusek. Portanto, na minha opinião há exageros. No entanto, cada um vive como quer e assim como todos têm o direito de tratar seus bichos como gente, eu tenho o direito de achar isso ridículo. Não, seu cachorro não é racional. Nem seu gato "sabe" - sei lá - ver as horas. Eles são fofos, só não tenho um gato porque não quero ninguém mais dependendo de mim, eu já pari e já encaminhei. Mas o que me foi epifânico nestes últimos dias é que eu posso achar o que eu quiser e se perder algum amigo por isso, não valia a pena.

Não importa minha posição política (ou a total ausência dela), religiosa, futebolística (nula), minha opinião sobre animais e crianças (adoro bebês - alheios). Se você é meu amigo/amiga o que vai pesar na minha opinião é meu caráter, é o que temos em comum, o que acrescentamos um na vida do outro, as sororidades de amigas, os amigos homens tão valorosos e menos complicados, os amigos gays imprescindíveis, os antigos, os novos, os reatados, os que passaram e não voltaram mais, os que deixaram saudades por não voltarem mais, os diários e os raros, os virtuais. E eu fui tão abençoada com tantos irmãos e irmãs que quero crer que se ficar desbocada demais com assuntos polêmicos nenhum me abandonará.

Porque verdadeira democracia é isso - vou citar outro clichê - "I disapprove of what you say but I will defend to the death your right to say it", que aliás não é do Voltaire himself, mas sim de uma biógrafa dele. Ou seja, daqui de onde vejo, acho que vai ser bem fácil filtrar as verdadeiras amizades e os verdadeiros valores que compartilho com quem. Porque eu já passei da idade de contemporizar.